O Dicionário Enciclopédico da Madeira foi reforçado com a apresentação dos seus segundo e terceiro volumes, numa sessão integrada no Fórum Madeira Global. A publicação representa mais um passo na construção daquela que é considerada uma das mais ambiciosas obras de investigação dedicadas ao arquipélago.
De acordo com uma notícia publicada pelo Diário de Notícias da Madeira, o coordenador científico do projeto, José Eduardo Franco, classificou o Dicionário como uma “obra-monumento”, resultado de cerca de duas décadas de investigação e do contributo de mais de 500 investigadores de diferentes países. O responsável destacou a importância de desenvolver projetos de conhecimento aprofundado numa época marcada pela rapidez da informação, sublinhando que a obra pretende sistematizar e atualizar o conhecimento sobre a Madeira, preservando-o para as gerações futuras.
O projeto, que prevê um total de dez volumes, procura retratar a identidade madeirense a partir da sua relação histórica com o mundo, evidenciando a dimensão atlântica e global do arquipélago. Os novos volumes incluem entradas dedicadas a personalidades e temas que ilustram essa ligação, reforçando a perspetiva da Madeira enquanto território de encontro entre culturas.
Durante a apresentação, foi igualmente sublinhada a importância da continuidade do apoio institucional para assegurar a conclusão da coleção. José Eduardo Franco recordou que a pandemia, a instabilidade política e a burocracia condicionaram o ritmo dos trabalhos, defendendo que a concretização integral da obra depende da manutenção da vontade política de apoiar o projeto.

Também o historiador João Paulo Oliveira e Costa enalteceu o alcance do Dicionário Enciclopédico da Madeira, considerando-o uma obra de referência para o conhecimento da história, da cultura e da identidade regional. O académico destacou ainda o valor de uma edição em formato impresso, defendendo que a coleção constitui um património duradouro e um instrumento essencial para fortalecer a ligação dos madeirenses à sua história e ao seu território.
Fotos: Hélder Santos/ASPRESS








